Reunião acalorada de vereadores com Secretário de Infraestrutura, EMBASA e MRM
Desrespeito, foi a palavra mais leve para descrever o trabalho realizado pela empresa MRM em Teixeira de Freitas-BA, em reunião na Câmara Municipal ocorrida na manhã dessa quarta-feira (13). A reunião requisitada por uma comissão especial , composta pelos vereadores Ailson Cruz, Ariston Pinheiro, Tomires Barbosa e Oneidi Alves, criada especialmente para averiguar as frequentes reclamações quanto às obras de saneamento executadas pela empresa, reuniu várias autoridades, imprensa, membros da sociedade organizada e representantes da empresa e órgãos envolvidos diretamente no problema. Compondo a mesa diretora, além dos vereadores supracitados, estavam o Sr. Rogério Augusto Silva Pinto (Secretário de Planejamento), Erisvaldo Lacerda Gusmão (secretário de Infraestrutura), Carlos Mensitieri (Inspetor Regional o CREA-BA) e o vereador Milton Rezende. Nas mesas colaterais ficaram a Srª Palova Marques Carvalho de Araujo (Eng Fiscal – Departamento SX -1B da EMBASA), Walesca Arantes Siqueira (Gerente do escritório local da EMBASA), Luciano Amorim Souza Pires (Gerente da obra – MRM Construtora Ltda), Severino Evangelista Neto (Gerente de operação de esgotamento) e Paulinele Santiago Dias Cardoso (Assistente Social da MRM Construtora).
O evento Transcorreu acalorado pela indignação dos vereadores, populares e veículos de comunicação. Um embate franco entre as partes requisitantes e muitas evasivas por parte da MRM e EMBASA. Em seu discurso de abertura, o Secretário de Infraestrutura fez questão de ler um ofício, requisitando uma fiscalização mais apurada das obras, por parte da EMBASA e, em tom de indignação, disse não entender o que há por trás da conivência da EMBASA com os erros cometidos pela empreiteira. Os vereadores demonstraram particular preocupação com o andamento do projeto, em razão da cidade ter sido prejudicada em situações anteriores onde empreiteiras, chegam, pegam o dinheiro e deixam as obras inacabadas.
Apesar dos depoimentos contundentes evidenciando que todas as obras foram mal executadas e trouxeram transtorno para os cidadãos, os representantes da empreiteira usaram como argumento, o fato de que, em obras de grande porte é comum que ocorram alguns problemas. Em tom complacente também colocaram parte da culpa pelos transtornos, nas frequentes chuvas que ocorrem em Teixeira de Freitas.
Os vereadores, no uso de suas atribuições e o Secretário de Infraestrutura, solicitaram – em no máximo 10 dias – cópias das medições referentes aos serviços concluídos de Esgotamento Sanitário do Consórcio com a MRM; cópias dos anexos que compõem o contrato 138/2011, incluindo Memorial Descritivo dos procedimentos e especificações técnicas; alterações de metafísica; planilhas e cronogramas fisiofinanceiros da obra. Também ficou acertado na reunião que a empresa terá o prazo de 30 dias para reparar os danos, caso contrário, as obras serão paralisadas no 31º dia.
